quinta-feira, 2 de junho de 2005

VIVER E CONVIVER


Viver é uma condição biológica mas...conviver é uma arte. (Deolindo Amorim)

Haveremos de ser tolerantes e não coniventes com o erro.

Se percebemos que o
companheiro está laborando em erro, bom será aconselhemos, advirtamos, sugerindo outras opções, sem, contudo, querer jamais impor nossa vontade ou ponto-de-vista pessoal.

Toda arte é difícil, pede disciplina, exige tempo, dedicação.

"Os homens medíocres discutem pessoas...
Os homens medianos discutem fatos...
Já os homens
superiores discutem idéias!...

Manda, então, o bom senso,a prudência, a arte de viver, que seja a
nossa consciência o nosso guia. Seja o Evangelho de Jesus o nosso roteiro.

O Livro dos Espíritos (no. 625) é claríssimo ao indicar
Jesus como o modelo perfeito, o Guia da Humanidade.

Não viemos à Terra, na presente encarnação, para repetir os erros antigos, não. À Terra voltamos para evoluir, para progredir, avançar para a frente e para o alto. Para o nosso próprio benefício. E benefício de quantos nos cercam os passos.

Se mais adiante não
estamos, é porque às vezes fala mais alto a indolência, erige mais firme a preguiça, estamos em conluios com a comodidade.

Antes de agir, coloquemo-nos no lugar do outro para avaliar se a
nossa ação é digna de ser praticada, ou não!

Viva de tal modo que ninguém possa acreditar em seu
caluniador!"


(Extrato de texto do Livro 'Semeando Idéias' - Celso Martins)

2 comentários:

  1. André Luiz, A propósito do seu comentário relativo ao orgulho e à humildade, estou colocando no blog aquele texto que remeti ao grupo do Geccal no Yahoo. Realmente tem tudo a ver com nossa (pelo menos minha) dificuldade em conviver com as diferenças... Muita paz a todos!

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  2. "Em conversa com a dona Delta dos Santos Amorim, ela me falou
    que seu esposo, o saudoso jornalista e escritor espírita Deolindo
    Amorim costumava dizer, que viver é uma condição biológica mas...conviver é uma arte. Pois é... Viver é fácil. Mas
    saber viver – é que são elas. Isto porque implica conviver com as demais
    pessoas, cada qual com suas idéias, seus ideais, sua maneira de encarar a
    vida, com seus defeitos, suas virtudes, de modo que haveremos de ser
    tolerantes e não coniventes com o erro. Haveremos de ser
    compreensivos, inclusive respeitando o direito que o outro tem de
    eleger o seu estilo de vida, embora a nosso ver não seja este o
    mais acertado, o mais conveniente. Nestes casos, se percebemos que o
    companheiro está laborando em erro, bom será aconselhemos,
    advirtamos, sugerindo outras opções, sem, contudo, querer jamais
    impor nossa vontade ou ponto-de-vista pessoal. Por não atentar
    para este aspecto da convivência humana, há pessoas que acabam
    infernizando não só a própria vida mas a vida até de
    parentes queridos.
    Por isso é que Deolindo Amorim dizia que viver é condição
    biológica. Mas conviver é uma arte. E, como se pode concluir,
    toda arte é difícil, pede disciplina, exige tempo, dedicação.
    É... Viver é fácil... Saber viver é são elas!... Nesta ordem de idéias está a questão de agradar a todos...
    Sim, a tentativa de agradar a gregos e a ... baianos!...
    Por melhor que você faça alguma coisa, nunca irá agradar a
    todos. Li numa publicação esperantista uma anedota que se enquadra
    no que desejo dizer neste artigo. Vou sumariá-la:
    Certo senhor colocou em sua loja o seguinte letreiro:
    AQUI VENDA DE PEIXES FRESCOS!
    Apareceu o primeiro cliente e declarou:
    Este advérbio AQUI está demais. É pleonástico. É claro
    que você vende peixe aqui, e não em outro local.
    O dono da loja, para satisfazer o cliente, tratou de riscar a palavra
    AQUI. Ficou apenas a declaração:
    VENDA DE PEIXES FRESCOS!
    Outro comprador apareceu e reclamou:
    A palavra VENDA é desnecessária. Você está vendendo
    peixe, não está dando nada de graça a ninguém.
    O negociante, sem se agastar, resolveu também riscar a palavra
    VENDA, restando apenas:
    PEIXES FRESCOS!
    Pouco depois, desponta outro cliente e se manifesta:
    Ora, não faz sentido você colocar a palavra FRESCOS! Você
    evidentemente não poderia vendê-los se não estivessem bons.
    O pobre do negociante, mais uma vez, para agradar a clientela, riscou
    o adjetivo FRESCOS. A tabuleta se reduziu a simplesmente:
    PEIXES!...
    Mas qual... Esperança!... Surgiu um quarto comprador e esbravejou:
    Não consigo entender por que você colocou aí a palavra
    PEIXES? A muitos metros de distância, o cheiro de sua mercadoria
    deixa bem claro que você está vendendo peixes, e não
    abacaxis!
    Pois é isto, meu caro leitor. Por melhor que você faça ou
    tente fazer qualquer coisa neste mundo, jamais irá agradar a todos. Nada mais
    acabrunhador do que você querer isto e não consegui-lo. Sempre
    vai aparecer alguém desagradado, criticando com azedume, não raro
    simplesmente movido por inveja, despeito, ciúme.
    Inveja... Despeito.... Ciúme... Por falar nisto, vale a pena
    recordar a historieta do sapo e do vagalume.
    Era uma noite de novilúnio. Nos céus, lindas estrelas
    tremeluzindo no infinito muito negro e profundo. No campo, o
    silêncio da madrugada.
    Eis que um sapo, que vivia num charco imundo, cospe viscosa baba
    sobre um pequeno pirilampo. O inseto, constrangido, reclama:
    - Por que me maltratas? Nunca te fiz mal algum!...
    Ouve então esta resposta malcriada
    - Eu te odeio porque vives a brilhar!
    Bem, ainda dentro desta ordem, de raciocínio, uma frase que li,
    certa ocasião, numa loja onde levei uma tesoura para ser afiada.
    Numa tabuleta estavam estes dizeres: Os homens medíocres discutem
    pessoas... Os homens medianos discutem fatos... Já os homens
    superiores discutem idéias!...
    Saí dali corrido de vergonha a me indagar de mim mesmo: - Será
    que eu discuto o quê? Por melhor que você aja, sempre vai
    aparecer alguém reclamando. É que você jamais irá agradar a todos.
    Manda, então, o bom senso,a prudência, a arte de viver, que seja a
    nossa consciência o nosso guia. Seja o Evangelho de Jesus o nosso
    roteiro. O Livro dos Espíritos (no. 625) é claríssimo ao indicar
    Jesus como o modelo perfeito, o Guia da Humanidade. Perguntemos a nós mesmos,
    sem mania extemporânea de perfeição, mas sincero desejo de progresso
    moral: O que é que faria o Cristo no meu lugar? Qual seria a sua
    conduta?, o seu procedimento, a sua reação? Poderá alguém
    argumentar:
    Mas eu não estou ainda no grau evolutivo de Jesus! Concordo. Eu
    sei disto. Nem eu também estou. Estou até muito longe deste patamar
    evolutivo. Mas nem por isso iremos ficar acomodados eternamente nessa
    posição inferior. Não viemos à Terra, na presente
    encarnação, para repetir os erros antigos, não. À Terra
    voltamos para evoluir, para progredir, avançar para a frente e para o alto. Para
    o nosso próprio benefício. E benefício de quantos nos cercam
    os passos.
    Na impossibilidade de agradar a todos, roguemos a Deus a
    assistência dos Bons Espíritos. Eles sempre acorrem a este tipo de rogativa.
    Peçamos inspiração de nosso amigo espiritual. Ele tudo faz para
    que possamos dar sólidos passos à frente. Se mais adiante não
    estamos, é porque às vezes fala mais alto a indolência,
    erige mais firme a preguiça, estamos em conluios com a comodidade. E estas
    mazelas entravam o nosso avanço moral.
    Antes de agir, coloquemo-nos no lugar do outro para avaliar se a
    nossa ação é digna de ser praticada, ou não! Alias, Jesus
    já recomendou tal conduta: devemos fazer ao semelhante aquilo que
    desejaríamos que o semelhante nos fizesse a nós próprios! O
    mais, quer dizer, tentar agradar a todos, é mesmo coisa impossível,
    é empresa impraticável. Vai sempre aparecer alguém
    desagradado, insatisfeito, descontente. Paciência!... Não demos, pois, muita
    atenção à crítica maldosa, ferina, demolidora dos
    intrigantes. Nem ao elogio gratuito dos bajuladores. Buda já dizia que assim como o
    rochedo não pode ser abalado pelo vento,nem a lisonja, tampouco a
    censura têm qualquer poder sobre aquele que procura fazer sempre o
    Bem! Para finalizar, caso apareça a calúnia, então sigamos a
    oportuna sugestão do Espírito André Luiz, pelo médium
    Chico Xavier:
    Viva de tal modo que ninguém possa acreditar em seu
    caluniador!"


    (Livro 'Semeando Idéias' - Celso Martins)

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